• Acolhimento e Integração

    ADICIONADA A 17 DE SETEMBRO DE 2013

    Acolhimento e Integração: perspectiva de alguém acabado de chegar

    A ideia de acolhimento e integração, está fortemente associada a pensamentos como “novo começo” ou “novo trabalho”, no entanto estes chocam com “redução de pessoal” e “desemprego”, pensamentos tão frequentes no contexto actual das empresas e do mercado de trabalho. É por isso, cada vez mais comum substituir os termos acolhimento e integração por socialização organizacional. Socialização é entendida como um processo de aprendizagem que tem início no momento em que os indivíduos integram a organização até que saem e que permite transmitir valores, crenças e comportamentos tidos como aceitáveis e requeridos pela organização.

    Perante esta conjuntura, marcada pelo contexto de crise e por um aumento da competitividade, é de extrema importância que as organizações sejam capazes de atingir resultados. Entendendo os resultados da organização como dependentes do comportamento dos seus membros, compreende-se a importância de que ocorra uma aprendizagem, por parte de todos, de quais os comportamentos que poderão conduzir ao alcance de resultados.

    A socialização assume um papel crucial nas organizações, não apenas para garantir que novos membros são integrados, mas também para permitir que membros mais antigos se mantenham alinhados com os objectivos de toda a organização, fomentando que todos trabalhem de forma unida para o mesmo objectivo. As práticas de socialização, estão frequentemente associadas a práticas de acolhimento e integração, utilizadas apenas com novos membros, no entanto, face à relevância que a socialização pode ter no alcance de resultados pela organização, importa que o processo em questão ocorra de forma contínua e abrangente a todos os colaboradores. Assim, importa repensar as práticas mais comuns de socialização, restritas ao momento de integração na organização (manual de acolhimento e integração, programa de integração) e investir em práticas que fomentem a interacção entre os vários colaboradores em contexto de trabalho, que irá facilitar a aprendizagem dos comportamentos mais adequados, tendo em vista determinados resultados.

    Na perspectiva de alguém acabado de chegar e que se procura integrar, os manuais e programas formais e estandardizados são boas fontes de recolha de informação, mas não são suficientes para apreender os comportamentos que efectivamente são esperados. A integração e a socialização informais podem conduzir a uma ansiedade que não é necessariamente má e que, mais uma vez na perspectiva de alguém acabado de integrar, funciona como um impulsionador que nos leva a superar as nossas próprias limitações. Claro que, esta ansiedade só é ultrapassada quando há da parte dos colegas um apoio e uma abertura para nos acolherem, sendo de especial importância que todos os colaboradores se envolvam, procurando dar um exemplo que possa constituir um modelo facilitador dos comportamentos desejados pela organização. O processo de socialização pode assim ser entendido como uma adaptação mútua em procura de uma verdadeira simbiose, que quando conseguida, é benéfica para todos, sendo a vantagem última, o crescimento e desenvolvimento da organização. 

    Sofia Carreiras

 

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