• Mudança

    ADICIONADA A 18 DE JUNHO DE 2013

    Tão importante é a criação de novos caminhos como a sua estabilização
     
    Um dos pressupostos conceptuais sob o qual a Humanpersi baseia a sua actividade remete para o paradigma da Teoria dos Sistemas (Bertalanffy, 1937), no qual se assume que as empresas, tal como os organismos vivos, são sistemas abertos compostos por um conjunto de partes interdependentes que formam um todo complexo e que sofrem interacções constantes com o ambiente onde estão inseridas, regulando-se por isso segundo o princípio da homeostasia e adaptabilidade.
     
    São vários, pois, os processos das teorias biológicas que podem ser aplicados ao tecido organizacional, decorrente deste paralelismo.
     
    Muitas organizações advogam o princípio da mudança e inovação para evoluírem e se diferenciarem no seu mercado de actuação. E têm razão. Tal como nos relembra Charles Darwin, o pai das teorias evolucionistas, as entidades com maiores probabilidades de sobrevivência “não são aquelas consideradas mais fortes ou mais inteligentes num determinado momento, mas sim aquelas que melhor reagem à mudança no meio onde estão inseridas”.
     
    No entanto, da mesma maneira que a “mutação genética” só por si não assegura a continuidade e prosperidade do organismo, pois precisa que essa mesma mudança seja validada pelo meio para que se torne eficaz/ineficaz, a “mutação organizacional” também não promove só por si a melhoria do desempenho empresarial. Por outras palavras, a vontade de mudar não deve ser um fim em si mesmo, como acontece com várias organizações.
     
    Se o sucesso de uma mutação genética é apenas considerado na medida em que a própria determina uma vantagem competitiva face ao meio onde está inserida, e sendo medido num cenário a médio / longo prazo, o triunfo organizacional passa não só por a) querer mudar e b) introduzir planos de acção que fomentem a mudança. É necessário dar tempo ao tempo e permitir a homeostasia, a estabilidade do sistema. E, principalmente, permitir que os recursos humanos, muitas vezes avessos à mudança, possam digerir e aceitar a adaptação sem causar entropia nesse sistema.
     
    Esse torna-se um erro que muitas organizações actuais, nacionais e internacionais, cometem: quererem estar permanentemente em mudança sem garantirem o amadurecimento das acções implementadas, sem assegurarem que as ferramentas organizacionais, as pessoas, estão adaptadas à nova realidade e sem avaliarem consistentemente a sua eficácia.
     
    Ou será que não?
     
    Rui Santos
     
    HUMANPERSI
     
    Consultant
 

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